As novas tecnologias que moldarão o futuro do cinema - LFMORAU

As Novas Tecnologias Que Moldarão O Futuro Do Cinema

As novas tecnologias que moldarão o futuro do cinema

Desde a completa digitalização das salas, o cinema vêm batalhando para se manter numa posição vanguardista, encarando os desafios e investindo em recursos tecnológicos para evitar que a oferta se torne obsoleta, algo que, baterá em sua porta com muito mais frequência nos próximos anos do que nos tempos da exibição analógica.

O cinema pós-digitalização oferece experiências sensoriais dificílimas de serem replicadas em nossos lares, muito devido ao custo de aquisição dos aparatos tecnológicos capazes de proporcionar o mesmo nível de imersão e claro, o espaço que temos à nossa disposição que acaba gerando grandes e onerosas barreiras.

Neste texto gostaria de reforçar que a digitalização dos cinemas é só a ponta do iceberg para ações mais grandiosas e que, certamente, moldará o futuro desta indústria.

Este processo preparou o terreno para que diversos players de tecnologia pudessem ingressar na telona, criando um cenário muito mais complexo, de defasagem veloz e de investimentos constantes em diversas frentes – intelectuais e tecnológicas.

Os exibidores precisarão se adequar à nova rotina, pois só o conteúdo da produção não é garantia de retorno financeiro. A oferta desejada pela maioria dos consumidores demandam muito mais do que “só o conteúdo do filme”, isso claro, pensando no circuito comercial.

Um possível sabotador para àqueles que não entrarem nesta nova rotina é o “abandono” do seu contínuo investimento na nova era. E neste caso, o conhecimento é o melhor investimento que deverá ser feito.

Conhecimento em novas tecnologias, integração com outras telas, som imersivo, mídias sociais, estratégias comerciais, experiência do cliente, até mesmo gastronomia!

A tecnologia e o mundo dos negócios são muito dinâmicos e algo que faz muito sentido hoje pode ser péssimo mais adiante e ter esta consciência é primordial para a manutenção de sua relevância perante o consumidor.

É preciso pensar em toda esta cadeia de valor para que seu público tenha a melhor experiência possível e obtenha o grau de imersão desejado pelo estúdio quando este optar em assistir um filme em seu complexo.

Alguns recursos têm se destacado bastante nesta nova onda de conteúdos cinematográficos e acredito que não demorará para serem aplicados com muito mais frequência daqui em diante.

Realidade Virtual

Recentemente, foi inaugurado o primeiro cinema dedicado a conteúdos em realidade virtual em Amsterdã, na Holanda. Logo, temos aí uma demonstração que a tecnologia será muito maior do que uma simples moda, é um forte indício de que a tendência veio para ficar no mundo tecnologia e veremos sua aplicação com cada vez mais frequência no nosso cotidiano.

Mesmo que a utilização de headsets para dos conteúdos produzidos para este fim ainda não tenham se tornado algo culturalmente comum, as empresas estão apostando que os fãs estarão dispostos a pagar pelas experiências de entretenimento mais ricas que essas tecnologias são capazes de proporcionar.

Hologramas

Já pensou se no futuro não dependermos mais de atores/atrizes reais para produzirmos um filme?

Quando o finado Paul Walker deu as caras no sétimo filme da bem-sucedida série, Ferozes e Furiosos, este questionamento veio à tona em diversos grupos de discussão na web.

Quais as possibilidades que os hologramas poderão nos oferecer?

É possível que os recursos tecnológicos avancem tanto que, seja possível modelar pessoas perfeitas fazendo uso de suas emoções utilizando o advento dos hologramas e renderizações no processo de filmagem.

Parece maluco, mas, totalmente possível!

Além disso, muitos exibidores usam os hologramas para promoverem diversas ativações em parceria com os estúdios em seu lobby. É um recurso magnífico para geração de engajamento e criação de campanhas promocionais.

Som Imersivo

Batizada de iosono, este sistema de som espacial e imersivo foi criado pela equipe do cientista alemão Karlheinz Brandenburg, também conhecido como “pai da MP3”.

Esta tecnologia fornece um som totalmente uniforme para cada espectador, não importando a posição na sala onde ele esteja sentado.

O novo sistema de som foi criado especificamente para grandes plateias, como salas de cinema, teatros, parques ou áreas abertas.

O som imersivo transmite a sensação dos sons vindo do céu ou de apenas alguns centímetros do espectador ou de qualquer posição no espaço. As paredes podem, entre outras aplicações, simular a sensação de som ambiente de outro local.

O modelo convencional e dominante nas salas de cinema é o sistema de som 5.1 canais, ou seja, canais: esquerdo, centro, direito, surround esquerdo, surround direito e baixas frequências. As novas plataformas, Dolby Atmos e BARCO Auro, propõem o modelo 11.1 de distribuição, que mantém estes 5.1 canais e adiciona: alto esquerdo, alto centro, alto direito, alto surround esquerdo, alto surround direito e teto, tornando-se tridimensional.

Entretanto, equipar um cinema com o sistema é caro, já que o processador de som é mais robusto e há muito mais mais caixas de som nas paredes e no teto.

Digital Signage

Este aqui pode ser bastante mal interpretado!

A sinalização digital pode, E FAZ, muita diferença na experiência do cliente de um complexo cinematográfico.

As possibilidades de interação são gigantescas, contudo, há ainda um grande trabalho a ser feito para que a cultura sobre como esta tecnologia é percebida mude, pois é muito comum imaginar que esta ferramenta visa apenas a substituição de materiais antes impressos por digitais e não em uma poderosa ferramenta que pode mudar completamente o negócio do exibidor criando diversas fontes de renda alternativas.

Você pode aprender mais nos artigos que já publicamos sobre o tema!

Clique aqui! 🙂

3D 

Há algum tempo, o 3D já é tecnologia conhecida no circuito exibidor, é só verificar a programação de algum cinema para perceber que essa tecnologia deixou de ser exceção e está se tornando a regra.

É seguro que o custo dos materiais de produção para filmagem neste formato venham a ser reduzidos com o tempo, sem falar nos investimentos em pesquisas no desenvolvimento de telas capazes de reproduzir este tipo de conteúdo sem que o espectador utilize óculos, não lhe cause nenhum tipo de desconforto e entregue a melhor experiência possível.

Recomendo a leitura deste artigo (em inglês) sobre o tema

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Profissional de vendas/marketing, pós-graduado pela Escola Superior de Propaganda e Marketing e altamente especializado em tecnologias para o mercado audiovisual. Conta com mais de 10 anos de experiência na área, tendo passado por diversas empresa como Gameloft, Telem e Quanta DGT. Atualmente é Gerente de Vendas da Quanta DGT, principal integradora do processo de VPF (Virtual Print Fee) no Brasil, responsável pela digitalização de mais de 1.000 salas de cinema no país.

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