Avatar 2 como o Porta-bandeira da Realidade Virtual nos Cinemas? - LFMORAU

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Avatar 2 como o Porta-bandeira da Realidade Virtual nos Cinemas?

James Cameron já se esquivou em algumas ocasiões quando questionado sobre a produção de conteúdo em realidade virtual…

A primeira coisa que eu penso é que, Cameron, fez este tipo de afirmação pública como uma distração ou talvez, pela incerteza de que a tecnologia se consolidaria no meio produtivo do cinema num curto espaço de tempo. 

Ele é um grande fã de tecnologia e inovação, portanto não deixa de ser estranho que um cineasta tão visionário não tenha demonstrado muita empolgação em uma tecnologia que promete revolucionar o entretenimento em geral.

Avatar é a produção mais cara da história e, ao mesmo tempo, ostenta o primeiro lugar como a maior bilheteria da indústria. Sabendo o padrão de qualidade que ele costuma empregar em suas produções, deveremos esperar algo surpreendente em suas sequências e não ficaria nem um pouquinho surpreso se Avatar 2 fosse uma produção com opção para a realidade virtual – não sendo um item mandatório

A produção original é indiscutivelmente incrível, contudo, vale ressaltar que ela também foi precursora no advento de uma nova tecnologia nos cinemas, no caso, as produções filmadas em três dimensões e com muitos elementos de computação gráfica. Gostando ou não, há sete anos tais elementos eram uma grande novidade para todos os cinéfilos que ainda não tinham opinião formada sobre o tema, sendo um grande divisor de águas do ponto de vista tecnológico.

A receita em 2009 tinha os seguintes ingredientes: um impressionante salto na evolução da tecnologia do cinema, a baixa oferta de conteúdos tridimensionais nos complexos cinematográficos, maior aceitação do público no pagamento de valores maiores por este tipo de ingresso e claro, não podemos deixar de lado o espetáculo imperdível graças a uma estória poderosa – embora cheia de clichés! – e desempenhos expressos de maneiras inusitadas.

Fazendo uma releitura do passado comportamental de Cameron com relação à suas produções, o primeiro Avatar era para ter sido lançado em 1999, mas a tecnologia existente naquele momento não eram suficientemente ideais para que o resultado desejado por ele fosse atingido. O que vemos atualmente é algo bem parecido com relação a sua sequência que já foi adiada algumas vezes sendo que, a última informação disponível é de que não há um prazo confirmado, possivelmente será lançado em 2018.

Avatar foi um chacoalhão na indústria do entretenimento tanto é que, depois dele, o 3D se popularizou na cadeia produtiva, tornando-se mandatório para os blockbusters. Filmes em terceira dimensão são disponibilizados em uma escala muito maior, embora muitos deles apresentem resultados abaixo do esperado por serem apenas convertidos para 3D e não filmados em sua totalidade como o protagonista deste artigo. Afinal de contas, o orçamento pesa mas é preciso acompanhar as tendências. 

Seria Avatar 2 o produto certo para consolidar a disrupção já iniciada pela realidade virtual no entretenimento, causando o mesmo impacto do seu antecessor não sendo apenas uma fatídica sequência do ganhador de inúmeros prêmios que ostenta o maior recorde de bilheteria já registrado? É uma grande responsabilidade!

Considerando o cenário descrito, será que Cameron nos surpreenderá novamente?

Avatar for Edu Stefanini

Profissional de vendas/marketing, pós-graduado pela Escola Superior de Propaganda e Marketing e altamente especializado em tecnologias para o mercado audiovisual. Conta com mais de 10 anos de experiência na área, tendo passado por diversas empresa como Gameloft, Telem e Quanta DGT. Atualmente é Gerente de Vendas da Quanta DGT, principal integradora do processo de VPF (Virtual Print Fee) no Brasil, responsável pela digitalização de mais de 1.000 salas de cinema no país.

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