Cinema e Shopping Center já não faz tanto sucesso!!?? - LFMORAU

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Cinema e Shopping Center já não faz tanto sucesso!!??

comparativo-entre-shoppings-e-salas-de-cinemaAo caminharmos, na maioria dos Shopping Centers das principais Capitais é fácil observar várias lojas fechadas e o menor movimento nos dias da semana.

Agora se fizermos o mesmo em inúmeros empreendimentos novos e não tão novos, pelo Brasil afora, a constatação será muito mais preocupante, pois temos vários shoppings que abriram suas portas sem que todas as suas lojas tenham sido comercializadas, gerando uma quebra de circulação de clientes, numa ação em cadeia.

A intenção é destacar o impacto no Parque Exibidor Brasileiro, que tem boa parte do seu crescimento e volume de vendas de ingressos atrelados à performance dos Shopping Centers, assim distribuídos – 48% nas Capitais e no interior do País os 52% restantes.

São 550 Complexos de Cinema, com 2.707 salas em Shoppings, representando 88% do total do Parque Exibidor.

Existe uma previsão de que mais 22 Shoppings serão inaugurados no decorrer de 2017, sendo seis unidades em Capitais.

Em 2018 a previsão é de 17 novos empreendimentos, com quatro unidades em Capitais.

Essas previsões consolidam as iniciativas dos Administradores em focar seus esforços fora das grandes Capitais.

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Antes de concluirmos alguma coisa é fundamental analisar alguns números:

  • O Brasil possui um total de 5.570 Municípios e apenas 7% desse total abriga, ao menos uma Sala de Cinema.
  • Os Municípios com mais de 100 mil habitantes (304 municípios) possuem 98% do total do Parque Exibidor, distribuídos em 228 municípios.
  • São 763 Complexos, com 3.098 Salas, isso dá uma média de 4 salas por complexo.
  • Os três maiores Exibidores (Cinemark, Cinepolis e Kinoplex) somados representam 21% do total de Complexos e 36% do total das Salas.
  • Os Exibidores, com uma, duas ou três Salas somam mais de 600 salas, representando mais de 19% do mercado. O Cinemark é o maior Exibidor, com praticamente este mesmo número de salas.

 

Como tratar a base da pirâmide?

salasdecinemanoBrasil2016A ANCINE desenvolveu o Programa Cinema da Cidade para desenvolver as Salas de Cinema na base desta pirâmide, objetivando atingir os municípios não visados pelos maiores Exibidores.

O programa ainda apresenta dificuldades e não evolui na velocidade planejada pelos Técnicos da ANCINE.

É muito claro que algo além precisa ser feito e que essa missão não pode ser de um único responsável e, o envolvimento de outros Players tais como os Fabricantes, Integradores e Distribuidores será necessário.

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O modelo tradicional dos Shoppings

Os Shopping Centers que, até aqui se encarregavam de ampliar as Salas de Cinema nos principais centros começam a dar sinais de esgotamento, ao menos em relação ao ritmo desejado pelos Exibidores.

Em 2016 os atrasos e cancelamentos nos novos empreendimentos de Shoppings Centers acabaram por comprometer a ampliação da rede de alguns dos principais Exibidores.

Outro fator importante vem ocorrendo com diversos Shoppings, que não geram a atratividade imaginada pelos Exibidores que investiram na abertura de novas unidades nestes empreendimentos e, hoje apresentam salas vazias em boa parte das seções programadas.

Este cenário não é uma novidade e começou há uns cinco anos atrás nos EUA e seria questão de tempo acontecer por aqui. Está acontecendo e aliado a isso temos uma instabilidade política, com resseção econômica.

Talvez os EUA nos forneça algumas possibilidades de contornar o problema e continuar crescendo sem a shopping dependência.

Eles nos ensinam que os Centros de Entretenimento com Exibição e os Complexos de Cinema com gastronomia vem se comportando muito bem em detrimento ao declínio dos Shopping Centers.

É nesta situação que a tropicalização das ações será crucial, pois quebrar um hábito consagrado e conveniente dos Brasileiros, não será para amadores.

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Profissional com mais de vinte e cinco anos de atuação nas áreas de entretenimento, broadcast e serviços corporativos, com atuação direta em ações de desenvolvimento e estruturação de negócios no Brasil e exterior, startups e fusões.

Vivência efetiva como Executivo e Consultor, com destaque para os projetos da Quanta, MasterImage 3D, Telem, Universal Networks, TVA, TV Brasília e TV Goiânia. Empresas onde exerceu efetiva gestão nas definições estratégicas e desenvolvimento dos negócios.

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