O conteúdo e sua poderosa realeza - LFMORAU

O conteúdo e sua poderosa realeza

O conteúdo e sua poderosa realeza

Em diversas publicações, a comparação do digital signage com um sistema monárquico é extremamente comum, onde prevalecem afirmações de que o conteúdo é o rei desta solução, deixando de lado outros protagonistas desta realeza como a capacidade de processamento do hardware, a qualidade/resolução dos displays onde o conteúdo será exibido entre outros protagonistas.

Bom, eu não acredito que só o conteúdo faça a diferença em uma solução de digital signage!

Afinal de contas:

  • De que adianta um conteúdo excelente exibido em um display medíocre?
  • De que adianta um conteúdo ruim exibido em um display espetacular?
  • De que adianta um conteúdo excelente, exibido em um display espetacular, porém, amparado por um media player com baixa capacidade de processamento e uma placa gráfica de baixo desempenho? Acredito que teríamos algo exibido com problemas de resolução e com gargalos na taxa de quadros por segundo…

É como comprar uma Ferrari para andar diariamente na pista local da Marginal Tietê a 50 km/h…

Perceberam onde eu quero chegar?

O conteúdo do digital signage carrega uma poderosa mensagem, responsável pelo envolvimento do consumidor com uma marca/produto/campanha através de gatilhos emocionais que estimulam seu engajamento, interação e até mesmo a conclusão de uma compra não planejada.

Não se trata da criação do melhor conteúdo e sim da sua capacidade de impactar seu público-alvo com a informação de forma mais contextualizada, sincronizando com todos os recursos tecnológicos disponíveis e extraindo todo o potencial existente de cada um deles.

É preciso equilíbrio entre estratégia de conteúdo (experiência do usuário, conversão), mão de obra especializada, hardware (displays, beacons, servidores, media players), software (a plataforma responsável pela gestão dos conteúdos) e inteligência de negócios. Conteúdo é só uma parte – importante, definitivamente! – do processo, e ele pode até ser o rei, desde que conte com o suporte desta poderosa e indispensável realeza.

E atingir este equilíbrio tem um custo – e não, definitivamente, não me refiro apenas no custo financeiro!

O primeiro ponto é pautar todos os benefícios que a solução pode oferecer para seu negócio e avaliar se podem ser ou não rentáveis. Muitos recursos do digital signage são incríveis, contudo, para alguns modelos de negócio não fazem sentido algum.

Observem que exalto bastante a importância do planejamento e avaliação dos objetivos.

Este é o custo intrínseco que muitos não dão a devida importância e que vem muito antes da definição de qual equipamento comprar, a infra necessária e os recursos tecnológicos a serem aplicados na construção dos conteúdos a serem exibidos.

Por fim, é preciso tomar certos cuidados para não se colocar em maus lençóis e não culpar o digital signage por resultados abaixo da expectativa, classificando-o como apenas um item de perfumaria como desculpa pelo investimento inadequado ao estruturar sua rede onde a tomada de decisão foi influenciada apenas pelo aspecto financeiro e não dos objetivos de seu negócio e da satisfação do cliente.

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Profissional de vendas/marketing, pós-graduado pela Escola Superior de Propaganda e Marketing e altamente especializado em tecnologias para o mercado audiovisual. Conta com mais de 10 anos de experiência na área, tendo passado por diversas empresa como Gameloft, Telem e Quanta DGT. Atualmente é Gerente de Vendas da Quanta DGT, principal integradora do processo de VPF (Virtual Print Fee) no Brasil, responsável pela digitalização de mais de 1.000 salas de cinema no país.

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