O Digital Signage que converte - LFMORAU

O Digital Signage que converte

O Digital Signage que converte

Gostaria de compartilhar um interessante comportamento que comecei a observar após me envolver profissionalmente com o digital signage.

Ele está relacionado ao aumento do interesse das pessoas pelos conteúdos exibidos nos displays existentes, principalmente em grandes centros comerciais, e na sua tentativa frustrada de interagir com eles.

Talvez, esta frustração observada esteja ligada à uma expectativa de que, praticamente toda tela que exibe conteúdo audiovisual deveria oferecer alguma possibilidade de interação. Funções como a sensibilidade ao toque e a integração com outras aplicações são alguns dos recursos que podem ser citados e, até mesmo considerados como mandatórios para a criação de uma solução de digital signage capaz de gerar altas taxas de conversão.

Parece besteira, mas estes recursos pertencem ao cotidiano de boa parte destas pessoas, presentes em, praticamente, todas as telas que interagem – smartphones, tablets, notebooks e se bobear, até mesmo os televisores de seus lares contam com estes tipos de funções responsivas.

Além do mais, este perfil de consumidor carrega consigo pelo menos uma destas telas diariamente, sendo praticamente onipresente o smartphone, sempre à mão para fazer ligações, mandar e-mails, tirar fotos ou acessar a internet.

Nesta era de alta conectividade e interatividade, a percepção de valor do usuário em relação ao digital signage tradicional, incapaz de gerar ações responsivas acaba sendo a mesma que a sinalização impressa.

E neste contexto, eu só consigo enxergar um único beneficiário, no caso, quem adquire a tecnologia. Ele acaba economizando bastante com a digitalização da sinalização impressa por conta da sua flexibilidade na substituição das peças, minimizando o ônus com gráficas e logística.

Para o consumidor final, acaba não fazendo muita diferença. Só há a mudança dos recursos tecnológicos em que, a mesma e ineficiente mensagem é apresentada.

Ele pouco se preocupará se aquela mensagem agora está num display ou se gera mais economia para o empresário. E é aí onde muitos falham no digital signage, pois se preocupam em apenas trocar seis por meia dúzia e não, fazer uso da tecnologia em prol da inovação.

A interatividade é a bola da vez no Digital Signage

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Interação com Mobile

A adição de elementos interativos com o suporte da tecnologia móvel é um dos melhores caminhos para a criação de um formato extremamente dinâmico, engajador, disruptivo e muito mais atraente para quem consome o conteúdo.

A parte boa dessa história toda para o empresário está na redução do custo de aquisição deste tipo de tecnologia, antes proibitivo, além da disponibilidade de profissionais especializados no desenvolvimento de conteúdos para este formato que é muito maior e mais qualificada do que antigamente.

Felizmente, a ficha está caindo aos poucos e já não é algo tão incomum ver estabelecimentos comerciais investindo na evolução natural do digital signage como algo saudável e que, finalmente, acrescenta valor para o seu negócio como um todo.

No entanto, o investimento em interatividade vai um pouco além da simples aquisição de tecnologias dos melhores fornecedores do mercado. O feijão com arroz para um sistema considerado funcional, gira em torno de displays capacitivos, servidores de mídia robustos e o item mais importante e que é o grande calcanhar de Aquiles de boa parte dos integradores: a inteligência por trás do desenvolvimento da estratégia de conteúdo.

E aí que está o pulo do gato!

No entendimento de que, uma solução completa de digital signage não pode ser encarada apenas como um amontoado de equipamentos e softwares ultra modernos visando em, apenas, satisfazer os interesses financeiros de curto prazo do empresário.

É preciso lembrar que a conquista dos verdadeiros resultados estará na percepção daqueles que consomem o conteúdo exibido no digital signage.

Se não existir nenhuma estratégia de conteúdo com o objetivo de engajar este consumidor, com o passar do tempo, todo o investimento em tecnologia será visto como algo muito caro, que pouco acrescentou e, será muito difícil convencer o empresário do contrário em negociações futuras.

Isso cria uma imagem negativa dos resultados que a tecnologia é capaz de entregar para muitos negócios.

E há quem ainda afirme que o digital signage não passe de item de perfumaria…

O digital signage precisa estar inserido em uma ampla estratégia de marketing, onde ele não carregue o fardo de ser o salvador da pátria. Ele é apenas um componente importante que compõe uma estratégia vencedora que contemple hardware, software, infra-estrutura de dados, prestação de serviços, operação e inteligência do negócio.

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Profissional de vendas/marketing, pós-graduado pela Escola Superior de Propaganda e Marketing e altamente especializado em tecnologias para o mercado audiovisual. Conta com mais de 10 anos de experiência na área, tendo passado por diversas empresa como Gameloft, Telem e Quanta DGT. Atualmente é Gerente de Vendas da Quanta DGT, principal integradora do processo de VPF (Virtual Print Fee) no Brasil, responsável pela digitalização de mais de 1.000 salas de cinema no país.

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