Projeção Laser – Um presente ainda distante - LFMORAU

Projeção Laser – Um presente ainda distante

Projeção Laser – Um presente ainda distante

O que é o laser?

O laser é diferente das outras formas de luz como a luz branca ou LED (diodo emissor de luz) por ser quase monocromático (todos os fótons de luz emitidos possuem a mesma cor, ou o mesmo comprimento de onda) produzem uma cor específica e com isto fornece apenas as cores necessárias para a gama de cor desejada, não desperdiçando energia. Um dispositivo ou sistema que converte a eletricidade em luz visível com três atributos desejáveis:

  • LUMINOSIDADE espacial ultra alta
  • LONGA VIDA em plena potência
  • Alta EFICIÊNCIA na conversão de luz elétrica para RGB

Os principais pontos são: Menor Custo Operacional, Maior brilho, Vida Útil mais longa, Amplitude da Gama de Cores e uma arquitetura de sistema mais modular são alguns dos benefícios da iluminação a laser.

Os lasers operam a temperaturas muito mais baixas do que as lâmpadas, mas eles ainda precisam ser resfriados e mantidos a uma temperatura ideal, maximizando a eficiência, a vida útil e a confiabilidade geral.

Existem atualmente duas variações principais da tecnologia que está sendo usada como uma fonte de luz para projetores: o RGB laser que, como o nome implica, usa uma disposição de lasers vermelhos, verdes e azuis para criar as cores exatas necessitadas; E o laser fósforo, que usa um ou dois lasers azuis que são combinados com o fósforo para criar os outros comprimentos de onda da luz.

A longo prazo, talvez seja possível que a tecnologia RGB venha a prevalecer [sobre o fósforo a laser] porque oferece cores mais agradáveis, maior contraste e brilho nos projetores lasers. Em vez de usar um único tipo de diodo como fonte de luz, os projetores RGB usam uma combinação de diodos nas cores primárias:  vermelho, verde e azul. Essas fontes de luz são mais colimadas do que em projetores de fósforo a laser, aumentando o brilho resultante do projetor. O ponto negativo é que a tecnologia RGB é significativamente mais cara do que a tecnologia de fósforo, mas oferece muitos benefícios, pois a imagem é de melhor qualidade em todos os aspectos. O maior brilho dos projetores RGB permite iluminar telas de cinema maiores e oferecer uma melhor experiência de cinema.

 

A oportunidade de projeção a laser – Maior, mais brilhante e melhor

Por que usar laser para Cinema Digital?

  • Os Estúdios querem um 3D Brilhante
  • Os Exibidores querem economizar dinheiro
  • Os Criativos querem MELHOR QUALIDADE DA IMAGEM
  • Os Fornecedores querem desenvolver o próximo grande produto

À medida que a popularidade das Salas Premium Large Format (PLF) aumenta, também a necessidade de sistemas de projeção mais poderosos para mostrar adequadamente filmes nessas salas premium. Isto é mais evidente quando se reproduz conteúdo 3D.

O problema com as soluções atuais de projeção 3D baseadas em lâmpadas são suas limitações de brilho, especialmente em salas PLF. Alguns equipamentos 3D de alta tecnologia minimizam os problemas, mas quando se utiliza equipamentos defasados os Filmes parecem escuros e a audiências sofre para compreender e absorver os detalhes da imagem.

 

2017 é o ano da projeção a laser?

O argumento de vendas mais eficaz para a projeção a laser continua sendo seu baixo custo de operação, com nível de qualidade nunca visto antes.

Um fator importante é a manutenção da saída de luz, que se manterá com a mesma nitidez de cores, por um tempo expressivo, apresentando sinais de esgotamento com mais 50% de sua vida útil, algo em torno de 25.000 horas, se considerarmos que a longevidade declarada pelos Fabricantes é em media 40.000 horas.

Isso faz com que não ocorra mais a perda de qualidade dás lâmpadas, onde o filme parece ótimo no primeiro dia e começa a piorar no segundo dia, até completar o ciclo médio de quatro semanas, quando então você precisa substituir a lâmpada e iniciar um novo ciclo de uma nova lâmpada.

O aumento do brilho é outro fator importante para os Exibidores considerarem na projeção a laser, inclusive um grande número destes Exibidores considera que o laser pode revitalizar o interesse do consumidor na programação 3D, diante do antigo desafio técnico do 3D em relação a luminosidade, que com a projeção laser tendo a capacidade de entregar filmes em 3D com o brilho completo, as imagens mais vibrantes, nitidez e mais envolvente, sendo uma experiência muito melhor.

O investimento em infraestrutura diminui seu ritmo, pois quase a totalidade das telas foi convertida em projeção digital. O destaque da exibição fica por conta de investimento pesado em inovações como Salas VIP com assentos reclináveis, telas gigantes, 3D premium, som imersivo e expansão das opções gastronômicas e bombonieres. Este cenário faz com que as incursões na projeção a laser fiquem por conta dos Players mais agressivos e capitalizados.

Hoje temos a indicação clara, de que a projeção a laser poderá não ser mais considerada estritamente uma oferta VIP, sendo vista pela indústria como um novo padrão para a experiência do cinema. Há seis anos o laser era uma tecnologia emergente, mas esta percepção começa a mudar e está sendo vista como um diferencial viável para alguns complexos e até circuitos inteiros.

 

Conversão digital

Nos últimos 10 anos, a indústria cinematográfica digitalizou completamente, fugindo do seu passado analógico de 35mm para um mundo digital.

O projetor é naturalmente o ponto central desta transição, passando pelos projetores CRT, até chegar aos atuais de tecnologia DLP. Agora o próximo passo é o necessário tanto para 4K como para HDR nos cinemas – a projeção a laser.

 

A era HDR nos cinemas

Para compreendermos porque o HDR é tão raro nos cinemas, é importante sabermos qual é a infraestrutura de tecnologia necessária, pois o surgimento do HDR implica na necessidade de mais brilho, justificando aos cinemas atualizarem sistemas de projeção iluminados a laser.

 

Dificuldades

Os projetores a laser custam entre US$ 150.000 até US$ 500.000, e no caso do Dolby Cinema, você precisará de dois, representando um investimento elevado.

Existem dois tipos de projetor a laser: laser RGB, e fósforo laser (azul). O laser RGB é mais caro e projetado para grandes salas de cinemas, com tecnologia de ponta. Os projetores de fósforo laser oferecem níveis de brilho satisfatórios para filmes em 3D.

No caso dos projetores de laser RGB, o problema adicional é que o investimento somente se justifica para telas PLF, onde se pode cobrar um ticket mais elevado. Estamos falando de algo em torno de 8% das salas de cinema.

 

O fim do Xenon?

Tão futuristas quanto eles soam, projetores de laser não são muito diferentes dos projetores tradicionais. Com todos os projetores, algo cria luz, e essa luz é então manipulada para criar a imagem na tela. A única coisa que muda com projetores de laser é o que está criando a luz.

Lasers substituem o UHP, Xenon, e outras lâmpadas encontradas em projetores atuais. Então, mesmo que isso torne os projetores a laser um pouco menos futuristas, eles ainda terão um longo caminho para oferecerem seus muitos benefícios.

 

Um pouco mais sobre o B (e R e G)

Destacamos os vários benefícios de lasers. A primeira é a eficiência. Uma lâmpada normal do projetor cria luz branca. Isso pode parecer uma coisa boa, mas o fato é que os projetores têm que jogar fora (absorver ou bloquear) a maior parte dessa luz, deixando apenas as partes vermelha, verde e azul. Em seguida, as projeta na tela para que você possa ver.

 

Híbridos

Há projetores híbridos que não usam as três cores de lasers vermelhos, verdes e azuis separados. Em vez disso, eles usam um ou dois desses, e então algum método com fósforo para criar os outros comprimentos de onda da luz. O maior benefício é cortar custos.

 

Os sistemas de projeção a laser são seguros?

Os projetores de laser de alta potência não são mais perigosos do que outros sistemas de projeção de alto brilho baseados em lâmpadas.

A maior preocupação é a quantidade de calor que é gerado por sistemas de projeção a laser. Para lidar com esse problema, alguns Fabricantes desenvolveram um sistema de resfriamento independente para cada módulo de laser para garantir o controle eficiente da temperatura do sistema de projeção.

A luz que sai da lente de um projetor de laser está mais próxima da de um projetor de lâmpada do que a de scanners a laser onde a maioria das pessoas os associam. Mas, tendo em conta os níveis de brilho mais elevados e a sua fonte laser inerente, as autoridades governamentais (EUA) puseram um conjunto de regras de segurança que exigem alguma atenção durante a instalação no local.

Por um lado, o impacto prático resulta da rotulagem exigida no equipamento e no seu ambiente. Este é o mesmo que em qualquer outro aplicativo profissional onde os funcionários trabalham em torno de equipamentos que contenham laser.

 

Área de segurança

A área de segurança na frente da lente do projetor também pode ser afetada, pois precauções precisam ser tomadas para que ninguém (empregado ou visitante) possa olhar diretamente para a lente do projetor de perto. Esta chamada zona de restrição é definida por uma distância de perigo, altura de separação e largura de separação.

Dependendo do brilho do projetor, das propriedades da lente e do layout da sala, o impacto pode estender-se além da janela de projeção, mas estes casos extremos são limitados às configurações mais brilhantes. Para a maioria das instalações a laser, os regulamentos de segurança do laser não têm impacto além da cabine de projeção.

No Brasil ainda temos um caminho a percorrer no quesito regulamentação das salas com projeção a laser.

 

Conclusões

Numa visão otimista lembramos do início do projetor digital, há dez anos atrás, que custava um valor elevado, tornando sua aquisição um objeto de desejo para poucos privilegiados.

Este cenário foi mudando e os valores, impulsionados pela concorrência tornaram-se mais plausíveis à realidade de boa parte dos Exibidores, mas mesmo assim a conversão somente tomou corpo com a ajuda dos Estúdios, que institucionalizaram o VPF (Virtual Print Fee), com regras pré-definidas, inclusive envolvendo os Fabricantes dos equipamentos digitais, para ajudar na aquisição e amortização do esforço financeiro dos Exibidores, tendo como contrapartida uma solução mais segura, dificultando a pirataria.

Importante destacar que era trocar o antigo projetor 35mm ou morrer, pois o conteúdo em película acabou e deu espaço ao formato digital.

A realidade atual, sem os “estímulos” da mudança do formato de exibição e sem um VPF (Tenho 99% de certeza que não haverá um outro VPF para a projeção laser), torna este caminho uma decisão exclusiva do Exibidor, com participações pontuais de alguns Fabricantes e mesmo assim sem o decisivo convencimento do Exibidor, que a solução laser será algo para se massificar. Um indicador claro é a não adesão, até agora, de vários dos gigantes internacionais de Redes de Cinema.

A mudança começou, mas creio que será mais uma caminhada do que uma corrida contra o relógio. A exceção pode acontecer se os Fabricantes acelerarem sua relação de economia de escala para esta fantástica solução.

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Profissional com mais de vinte e cinco anos de atuação nas áreas de entretenimento, broadcast e serviços corporativos, com atuação direta em ações de desenvolvimento e estruturação de negócios no Brasil e exterior, startups e fusões.

Vivência efetiva como Executivo e Consultor, com destaque para os projetos da Quanta, MasterImage 3D, Telem, Universal Networks, TVA, TV Brasília e TV Goiânia. Empresas onde exerceu efetiva gestão nas definições estratégicas e desenvolvimento dos negócios.

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